cirurgia bariátrica

Tudo o que você precisa saber sobre cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica é um procedimento que trouxe muitos benefícios para o tratamento da obesidade mórbida devido a sua eficácia. Porém, antes de pensar em realizá-la, é importante conhecer tudo sobre ela.

Essa é a proposta deste artigo, explicar como o procedimento funciona, quais são as técnicas mais realizadas e apresentar os cuidados necessários no pré e no pós-operatório.

O que é a cirurgia bariátrica?

Também chamada de cirurgia de redução de estômago, atua no tratamento da obesidade mórbida ou grave e das doenças adquiridas em função dela, como a hipertensão e o diabetes. Porém, o procedimento não deve ser visto como uma alternativa rápida ao emagrecimento.

Para estar apto à cirurgia, o primeiro requisito é ter o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 40 ou maior ou igual a 35, para quem já tenha desenvolvido alguma complicação em função da doença.

Posteriormente, haverá uma série etapas a serem cumpridas. Isso porque o paciente precisa estar apto física e psicologicamente para o procedimento. A cirurgia varia conforme a técnica, mas, consiste em reduzir o tamanho do estômago e/ou desviar o caminho do intestino.

Quais são as técnicas cirúrgicas?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta quatro tipos de técnicas de cirurgia bariátrica, sendo eles o bypass gástrico (GYR), a gastrectomia vertical (sleeve), a derivação biliopancreática (DBP) e a banda gástrica ajustável. Elas funcionam da seguinte forma:

  • Bypass gástrico: técnica mais realizada no Brasil. Em suma, consiste em grampear o estômago do paciente e desviar o caminho do intestino. Como resultado, o grampeamento reduz a capacidade do órgão para que o indivíduo sinta menos fome. O desvio no intestino é para fomentar o aumento na produção dos hormônios da saciedade;
  • Gastrectomia vertical: consiste na redução de  70% da capacidade do estômago, sendo transformado em um tubo de, no máximo, 100 ml de volume. Esse procedimento faz com que haja uma redução da presença de grelina, o hormônio do apetite;
  • Derivação biliopancreática: é a associação do método sleeve com parte da técnica de bypass gástrico, pois o paciente tem 85% do seu estômago retirado e o seu intestino é desviado;
  • Banda gástrica: é um dispositivo de silicone que é inserido no início do estômago, sendo conectado a um reservatório no qual é injetado água destilada para estreitar ainda mais o órgão ou para aliviá-lo. O principal benefício está, em suma, na versatilidade da técnica, que também é pouco invasiva e reversível.

Como é o pré-operatório?

O pré-operatório costuma ser bem semelhante para todas as técnicas. Os procedimentos são exigidos pela equipe médica para que a condição de saúde do paciente seja conhecida por eles e assim, seja possível avaliar a sua aptidão ou não ao procedimento.

A primeira etapa é a consulta com o cirurgião bariátrico. Ele irá fazer uma avaliação minuciosa da condição do paciente para que possa dar o seu aval para a realização da cirurgia. Confirmando a aptidão, o cirurgião irá prescrever alguns exames.

Com os resultados em mãos, o paciente irá se consultar com cada especialista que integra a equipe multidisciplinar. Além de avaliar os exames, eles também podem recomendar a realização de novos. Com o aval do cirurgião e da equipe, o paciente estar apto à cirurgia.

Quais são os cuidados do pós-operatório da cirurgia bariátrica?

Para o sucesso da cirurgia bariátrica, é imprescindível que o paciente siga as orientações para o pós-operatório. A principal etapa é a dieta líquida no primeiro mês após o procedimento. Posteriormente, o paciente precisa seguir a alimentação que for orientada por um nutricionista.

Também será prescrita a suplementação vitamínica, após a quarta semana da cirurgia. Essa reposição costuma ser um complexo de vitaminas e cálcio. Em alguns casos, também há a necessidade do uso de antiácidos e analgésicos.

O acompanhamento psicológico é imprescindível tanto antes quanto depois da cirurgia. A compulsão alimentar se inicia na mente do paciente, por isso, é preciso que haja uma transformação nessa maneira de pensar.

Nos primeiros meses após a gastroplastia, o paciente pode sofrer com dor, febre, vômito, inchaços nos membros inferiores, confusão mental e até apatia. Assim, é preciso estar atento ao comportamento do organismo. O médico responsável deve ser procurado imediatamente.

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